Bumba meu boi, cacuriá e tambor de crioula são alguns dos ritmos mais arretados nesse período festivo.

 

A matéria inicia com a imagem de um vaqueiro do bumba boi usando uma roupa colorida e em sua frente está a figura do boi. 

 

No mês de junho as cores, diversidades e alegrias caracterizam o São João ludovisence, esse período movimenta a cidade com milhares de brincantes e turistas que vão prestigiar as apresentações, onde o principal espetáculo é o bumba boi mostrando seus diversos sotaques e histórias que devem por mais um ano representar a cultura maranhense com beleza e alegria em diversos pontos da capital.

Para fazer a festa acontecer existem milhares de pessoas empenhadas a transmitir e emocionar o público com a cultura local, “comecei a dançar em Boi quando era pequena, já passei pelo Barriquinha, pelo Barrica onde comecei a gostar e entender a brincadeira junina em si, essa experiência agregou na minha vida coisas muito interessantes pois ao mesmo tempo que eu dançava, eu aprendia e isso me rendeu um conhecimento a mais sobre a cidade em que vivemos” afirma a brincante, Thamyres Viana. Matheus Freitas também brincante do bumba boi, está no cenário da cultura e da arte maranhense a muitos anos, “acho a cultura algo que faz parte da identidade de uma pessoa e de uma sociedade, valorizar a cultura é essencial para que ela possa se perpetuar para as outras gerações” explica.

Para entender melhor o pesquisador maranhense Adalberto Rizzo explica “A cultura é sempre o veículo pelo qual os povos se aproximam, se você resolve fazer uma viagem pra Europa você tem uma informação mínima sobre esse país, se você não tem um outro interesse como estudar, provavelmente a afinidade partiu pela cultura. Eles também têm essa expectativa em relação a nós, tanto os Brasileiros que não são dessa região quanto os estrangeiros de outros países, eles procuram a diferença, a diversidade, o turista está querendo sair da sua vida rotineira atrás de manifestações diferenciadas”.

Quando questionado a respeito das redes sociais, se elas podem ajudar a divulgar a cultura maranhense ele diz, “As redes sociais têm um papel importante na questão da divulgação, ela é um caminho ágil na disseminação de informações, mas também tem um papel inverso pois ela traz outras referências culturais que vão se encontrar, na verdade ela cria uma arena de confronto entre as diferentes culturas”.

As Festas Juninas não aconteceram no ano de 2020, devido a pandemia provocado pelo novo coronavírus (COVID-19), mas quando essa triste realidade acabar, todos poderão curtir uma das mais bonitas manifestações culturais do país.

 

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