Foto: Graça Soares (2016)

Com um novo modelo de produção o artesanal sustentável, a bananeira se torna a nova matéria- prima.

A matéria inicia com a imagem de um iluminaria rústica, com formato arredondado feita da fibra de bananeira.

Marcada por riquezas naturais, a ilha possuía grandes rios e mangues, estes que pela própria ação humana muito foi devastado e explorado, ao ponto em que a mão de obra extraída da natureza se se torna cada vez mais escassa.  A palmeira nativa brasileira, muito conhecida como Buriti, é utilizada como importante fonte econômica no bairro do Maracanã em São Luís, que além de se aproveitar o fruto os moradores aproveitam toda a fibra do fruto para criação de peças artesanais.

Com toda a exploração das riquezas naturais, muito aproveitada pelos artesãos locais, a necessidade de se produzir e inovar o artesanato passou a ser algo urgente para a pesquisadora Graça Soares. Que mais tarde, sua a pesquisa voltada ao artesanato sustentável, ganharia tamanha visibilidade passando a tornar uma nova aposta, através da criação de uma Organização Não Governamental (ONG).

De acordo com Graça, o objetivo da pesquisa era direcionado a criação de um modo de produção artesanal com a utilização de fibras alternativas, deixando de lado a produção com fibras nativas para que não houvesse devastação das florestas e nem viesse futuramente deixar essas plantas exploradas em extinção.

Assim após a conclusão da pesquisa, chegou-se a fibra de bananeira, uma matéria prima sustentável alternativa e que não corre o risco de extinção na região, devido ao clima propício as condições, que a  requer. O objetivo principal é trabalhar com artesanato puramente sustentável e não desfrutar de forma das plantas nativas, assim preservando as matas locais. Esse novo modo de produção, tornou a pesquisadora à pioneira no Estado.

O artesão Paulo Borges fala da nova prática, como um artesanato inteligente. "O artesanato sustentável, é uma prática inteligente, pois a confecção é de origem de plantas com um ciclo curto de vida e que não  existe nenhum tipo abalo com a ausência daquela árvore no meio ambiente como a bananeira, que diferente do buriti que demora 50 anos para ter um potencial produtivo, a bananeira no entanto leva cerca de um ano e meio. Fazendo essa relação direta com custo e benefício, nós vamos ter a mesma fibra e muito forte por sinal", relatou

Através da bananeira tudo é aproveitado para confecção das peças que variam e ampliam ainda mais o artesanato na cidade. Bolsas, sacolas, iluminarias, tapetes, almofadas e encostos são criados com a fibra da planta, que apenas necessitam de insumos básicos como a cola para a confecção de todo material.

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