Cidadãos se reúnem para celebrar a fé e devoção no Espírito Santo.

A matéria inicia com uma imagem do festejo com cinco crianças sentadas na frente da celebração.

A festa do Divino Espírito Santo, foi criada em Portugal no século XIII, ordenada pela rainha Dona Isabel, com a construção da Igreja do Espírito Santo em Alenquer. O festejo chegou no Brasil em meados do século XVI por colonizadores, se tornando uma das manifestações culturais mais relevantes em São Luís e Alcântara no Maranhão.

Em São Luís, é muito valorizada nos terreiros de mina, com o objetivo de celebrar a esperança e a fé sendo representadas pela pomba branca, bandeiras coloridas e por um mastro que anunciará novos tempos através da programação de sete dons: fortaleza, sabedoria, ciência, conselho, entendimento, piedade e temor a Deus. “Participo desde 2018 e frequento duas festas do divino, uma de Dona Cecília na Vila Palmeira e outra no bairro Juçatuba da igreja católica”, disse o técnico em meio ambiente e pesquisador, João Lucas. Para ele a comemoração representa a simplicidade, fé e união de um povo, pois é um momento em que todos se reúnem para festejar se desprendendo das diferenças de pensamento.

O evento inicia-se no domingo de pentecostes, cinquenta dias depois da páscoa, sendo realizada principalmente dentro da igreja católica e dentro de terreiros. “O festejo do divino além de uma tradição cultural, é um movimento de demonstração da fé, eu acredito que aquela energia e as pessoas que estão lá, trazem espírito de paz, onde todos estão ali com o mesmo propósito que é agradecer por alguma graça que lhe foi concebida com intercessão do divino Espírito Santo”, afirmou a estudante, Milena dos Santos.

No ano de 2020 não ocorreu a comemoração de forma presencial, devido a pandemia provocada pelo novo coronavírus (COVID-19), mas quando essa triste realidade acabar, todos poderão conhecer e participar da celebração sagrada.

 

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